
Estou farta de correr atrás, de dar tudo e receber um 'espera', de não ter pelo que esperar, de não ter certezas de nada, de ir contra todos a defender uma coisa que é praticamente certo que é mentira. Estou farta de fingir que estou feliz, estou farta de ter paciência, de saber esperar, de acreditar em tretas.
Eu corro, cada vez mais depressa. Foram várias as vezes em que comecei a perder o fôlego, foram muitas as vezes que ponderei parar. Mas nesses momentos tu chegavas mais perto e eu ganhava forças para continuar a correr. E corria, e corria. E este ciclo repetia-se várias vezes.
Um dia, parei de olhar para a frente e numa tentativa de recuperar o fôlego olhei para baixo. Não vi chão. Era como se estivesse numa passadeira rolante, porque por muito que corresse nunca ia chegar. Mesmo assim, continuava a correr e concentrava toda a minha energia numa corrida que eu sabia que nunca iria ter fim. Melhor dizendo, por uma corrida na qual nunca seria possível alcançar a meta.
E eu continuava ali, a matar-me aos poucos naquela passadeira, com a esperança não de te chegar, mas com a esperança de que, ao veres-me cansada, te aproximasses.
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