28 junho 2011

Vento.


Eu gosto do vento. Um dia ouvi dizer que quando as pessoas morrem, os espíritos se separam dos corpos e que, para estarem mais perto dos que faziam parte das suas vidas, se transformam em vento. O vento muda quando os espíritos mudam. 
No Inverno, os espíritos não se querem molhar; é por isso que os ventos sopram com força, eles vão a correr muito, muito depressa para arranjar um abrigo. Na Primavera, ainda andam depressa porque ainda está frio, mas já não correm; precisam de tempo para ver e cheirar as flores e comentar os novos casais (talvez um dos sortudos sejam um familiar de um desses espíritos!). No Verão, com a melhoria do tempo, os espíritos andam mais devagar, fazem caminhadas, aproveitam para fazer umas festas e dar uns abraços àqueles de quem sentem falta. A brisa de Verão, fresca de noite, vem aconchegar e lembrar que eles nunca nos deixam; umas vezes até podem estar mais apressados, mas voltam sempre, com mais tempo, para nos ouvirem e nos falarem. No Outono, parecemos andar mais ocupados e tristes: voltou a rotina. Então, nesta altura do ano, os espíritos precisam de nos chamar a atenção, de nos lembrar que estão ali ao nosso lado. É para isso que serve uma rajada mais forte ou uma folha que acabou de cair colada à nossa testa. E com as folhas, ao colocá-las bem em frente aos nossos olhos, mostram-nos que, mesmo sem tempo para eles nem para nada, temos de saber quando parar, quando largar tudo e ter um bocadinho para nós, para apreciar as pequenas bonanças que existem no meio das tempestades.
Eles nunca nos deixam... Apenas ficam à espera que chegue a nossa hora de ir ter com eles. Sempre que olho para o céu e vejo estrelas, é como se pudesse olhar para o meu avô como antes. E sei que ele me olha de volta, me ouve e me protege. E sempre que sinto uma brisa, sinto-o de novo ao meu lado, a dar-me um abraço e um beijo na testa e a dizer-me ao ouvido que gosta de mim e que nunca me irá deixar. É por isso que eu gosto tanto do vento. 
"I can feel you like an ocean
that I hope will never leave
When I look to the sky
Something tells me you're hearing me
and you make everything alright.
I can always find my way when you are here."

Grandpa (L)

"encara a estrada como um perigo"


Sim, eu era das que deliravam a ver D'ZRT. E sim, tenho pena de nunca mais poder fazê-lo.
Escreveram uma música para o Francisco Adam, agora também serve para ele.
É um abr'olhos, para termos noção que "com a vida não se brinca".
Não só ele, mas todos os "anónimos" que iam naquele carro.

Descansa em paz, Bailarino. "Estejas onde estiveres, estamos contigo".

Sweat.


I'm gonna get you wet I'm gonna make you sweat
 A night you won't forget (won't forget)
Are you ready for
Champagne showers

LMFAO feat Natalia Kills

25 junho 2011

22 junho 2011

fiera

"Quien puede domar la fuerza del mar
Que se mete por tus venas
Lo caliente del sol que se te metio
Y no te deja quieta nena

Quien puede parar eso que al bailar
Descontrola tus caderas sexy
Y ese fuego que quema por dentro
Y lento te convierte en fiera"

Danza Kuduro - Don Omar feat. Lucenzo

18 junho 2011

"saudade do que nunca houve"

“Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos – (...) a saudade do que nunca houve", escreveu Fernando Pessoa. Eu concordo com isso, desde sempre. Porque é isto que tenho sempre, saudades de coisas que nunca sequer tive. Há dias em que tudo me faz mal... Os livros, os filmes, as músicas... Tudo cria em mim um desejo e uma espécie de saudade de algo que nunca tive, de um "tu" que nunca existiu para mim. E nesses dias só me apetece isolar-me de tudo, não ver nem ouvir nada que me lembre esse desejo que me afecta muito mais do que eu gostaria. E nesses dias um vazio toma posse de mim e deixa-me sem sentir e sem pensar. E, depois, sinto que não pertenço aqui.
Sinto falta de alguém que nunca tive, de algo que nunca aconteceu, de um sentimento que nunca senti, de momentos que nunca vivi. E sinto-me louca quando isto me acontece, nunca sei o que fazer. Só tenho vontade de deixar tudo e sair daqui.
É péssimo.

17 junho 2011

important things


Não me sinto bem aqui. Há muito tempo que é assim. Este ano foi um do ano de descobertas e vivências, nem sempre boas. Descobri que tenho poucos amigos e que não lhes dou grande valor, fiquei apeada num dos momentos mais importantes da minha vida, senti-me mais sozinha do que nunca e cada vez mais me sinto à parte num local onde me devia sentir bem. Tenho uma enorme vontade de sair daqui, nem que seja por uns dias. Uma viagem vinha mesmo a calhar, estar fora daqui é uma terapia para mim.
Por outro lado, tive muitos momentos bons, e nisso posso agradecer aos meus colegas: todos os momentos de riso, todas as cartadas, todas as rebeldias (amazing), todas as conversas sérias, tudo o que tornou este ano tão especial. Não trocava isto por nada, não alterava nada. As coisas não estão nem são perfeitas, mas adorei cada minuto com vocês. Trouxeram ao de cima o que tenho de melhor, ajudaram-me a dizer o quanto gosto de uma pessoa, ensinaram-me a viver melhor. E isso é brutal, tal como vocês. 
É horrível deixar aquilo a que me habituei ao longo destes anos e de que gosto tanto, mas sinto que há tempos brutais para mim, longe daqui. Mas não me vou esquecer desta gente, nunca. De cada vez que olhar para a nossa foto de turma vou lembrar-me dos momentos brutais que vivi com cada um. E vou lembrar-me também dos que não estão nas fotos e que me ajudaram em muita coisa (iubi, midget, gui) e me fizeram crescer.

Preciso de sair daqui, mas levava alguns comigo. Adoro-vos.

Vá uma piquena dose de política

Primeiro-ministro: Pedro Passos Coelho (não gosto de ti nem à lei da bala, tens uma fronha que transpira mentiredo)

Ministro de Estado e das Finanças: Vítor Gaspar (pronto, faz sentido. O homem era conselheiro do Banco de Portugal. Deixa lá ver se ele aconselha bem o Pedrinho e o seu staff)


Ministro da Economia e do Emprego: Álvaro Santos Pereira (professor de Desenvolvimento Económico e Política Económica em Vancouver. Uhuh, que chique!)

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Paulo Portas (pronto, esperemos que não dê com muitas portas nos estrangeiros que os tugas precisam de ajuda)



Ministra da Justiça: Paula Teixeira da Cruz (olha, uma lady! É licenciada em Direito, até agora as coisas fazem sentido...)


Ministro da Administração Interna: Miguel Macedo (outro licenciado em Direito. Deixa lá ver se administra bem, que há aí uma malta de Direito que gosta de ter direito ao alheio...)


Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares: Miguel Relvas (amigo de longa data do Passinhos, licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais na Lusófona; ainda não chegámos à desgraça)


Ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência: Nuno Crato (professor no ISEG e e ex-presidente da Sociedade Portuguesa da Matemática. TAKE HIM AWAY!!!)


Ministro da Solidariedade e Segurança Social: Pedro Mota Soares (outro licenciado em Direito, estamos a ficar muito repetitivos)


Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território: Assunção Cristas (hum, outra lady, E MAIS UMA LICENCIADA EM DIREITO! Não seria melhor alguem relacionado, sei lá, estou a divagar, COM O AMBIENTE EM SI?!?!)


Ministro da Saúde: Paulo Macedo (OUTRA BELEZA! O gajo é gestor, antigo Director-geral dos Impostos, licenciado em Organização e Gestão de Empresas e pós graduado em Gestão Fiscal, E DÃO-LHE A PASTA DA SAÚDE? É PARA MORRERMOS TODOS, NÃO? Passinhos, estás a descer a pique!)


Ministro da Defesa Nacional: Aguiar Branco (é o rival do Passinhos na presidência do PSD, e é outro licenciado em Direito)


BALANÇO: temos montes de licenciados em Direito, e algumas pastas estão um bocado, hum, duvidosas. Ah, e para que conste, estou farta de ouvir falar no pique-nique do Continente na Av. da Liberdade! Deixem estar lá a horta, men!



10 junho 2011

Acho a minha vida uma cena brutal. A minha felicidade nunca uma semana, sequer. 
Há sempre qualquer merda metida lá no meio ;)

agressive afternoons (L)

Isto anda muito agressive, muito agressive mas muito bom

E alguém devia arranjar uma destas:

07 junho 2011

Trabalhos de Economia e fichas de Português a dois dias do fim das aulas é que não dá com nada.
Mas se me renderem dois 20, é na boa.
I'm coming home, I'm coming home
Tell the world I'm coming home 
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom waits and they've forgiven my mistakes
I'm coming home, I'm coming home.

Diddy

06 junho 2011

Coisas a fazer antes de morrer

Estou sempre a dizer "Não vou morrer ainda, ainda tenho muita coisa para fazer. Morrer só aos 103". E é verdade, pelo menos a primeira parte! Antes de morrer quero...

  • Ser mãe
  • Saltar de pára-quedas
  • Viver um grande amor
  • Casar
  • Dançar à chuva
  • Subir ao palco (nem que seja por uns minutos) com Mike Shinoda, Billie Joe Armstrong ou Adam Young
  • Visitar Los Angeles e Hollywood
  • Jogar num casino de Las Vegas
  • Fazer mergulho em algum lugar com recifes lindos
  • Viajar numa caravana/"pão de forma"
  • Ir a NY, DC e Miami
  • Fazer voluntariado
  • Escrever histórias (publicá-las já é outra coisa)
  • Ir às Caraíbas
  • Fazer um inter-rail
  • Percorrer os EUA de carro (ok, talvez não tudo. Um bocado impossível. Sonhos!)
  • Ir à Antártica (não sei bem porquê, mas gostava)
  • Voltar a Londres
  • Visitar a Austrália/Nova Zelândia, ver uns kangurus
  • Visitar, pelo menos, um país de cada continente
  • Passar uma semana na montanha
  • Resolver um cubo de Rubik
  • Fazer amor na praia
  • Dormir debaixo das estrelas
  • Beijar alguém à chuva
  • Ser capaz de dizer a todos o quão importantes são para mim
  • Ganhar confiança
  • Ser bem sucedida
  • Salvar uma vida
  • Aprender uma língua diferente
  • Ser um bom exemplo para alguém
  • Andar a cavalo
  • Sentir-me bem com o meu corpo
  • Dar uma lição a quem me subvalorizar
  • Fazer Erasmus
  • Fazer jet-ski
  • Sobrevoar uma cidade, uma floresta e uma ilha de helicóptero
  • Pagar uma rodada
  • Fazer um test-drive num Lamborghini Gallardo
  • Ir ao Egipto e visitar as pirâmides
  • Jantar e tomar banho à luz das velas (ambos acompanhada, course)
  • Ver um grande evento desportivo
  • Passear num balão de ar quente
  • Fazer uma luta de comida
  • Ter um one night stand
  • Fazer um boneco de neve
  • Andar numa montanha russa
  • Dançar com um estranho num país estrangeiro
  • Fazer uma luta na lama
  • Visitar o monumento que se vê do espaço
  • Dar show num pára-arranca
  • Disparar uma arma
  • Ser DJ por uns momentos
  • Fazer slide de bikini
  • Fazer uma peça de teatro (OH, ESTA JÁ FOI!)
  • Mergulhar vestida numa piscina, no Inverno
  • Tocar piano
  • Assistir a um recital de piano e violino
  • Experimentar kick-boxing
  • Dar uma grande festa
  • Ir a um jantar de gala e ser elogiada
  • Que me leiam a sina
  • Plantar uma árvore
  • Passar um dia no spa
  • Almoçar com um sem-abrigo
  • Fugir de casa (ahah)
  • Ser surpreendida pelos meus amigos
  • Entrar no Guiness
  • Fazer uma noite com videojogos, pizzas, coca-colas e karaoke
  • Deixar de roer as unhas
  • Ler os programas eleitorais de todos os partidos candidatos
  • Fazer uma guerra de balões de água
  • Fazer uma corrida com carrinhos de supermercado
  • Fugir da polícia (e não ser apanhada)
Com certeza que há mais... Hei-de lembrar-me.

E se hoje...

E se hoje...

  • Dançasses à chuva?
  • Perdesses o medo?
  • Ouvisses uma música que adoras?
  • Resolvesses os teus problemas?
  • Viajassem sem destino?
  • Escrevesses um livro?
  • Fizesses algo que realmente te apetece?
  • E se hoje dissesses "amo-te"?
  • Voltasses ao início?
  • Te sentisses perfeita?
  • Fosse o teu dia?

Find your way


Um dia, uma menina levantou-se e decidiu partir numa viagem. Durante muito tempo caminhou e caminhou, sem saber muito bem onde aquele caminho a levaria. Foram dias e dias, meses e meses, a andar em círculos, voltando quase sempre ao ponto de partida. À medida que o tempo passava, um muro construía-se à volta desse caminho que a menina já tão bem conhecia. Ela queria passar, mas não sabia como. O muro crescia, crescia, e a menina ia ficando cada vez com mais medo de avançar. À medida que o muro crescia, a estrada ficava mais escura. Ao fim de alguns dias a tactear a estrada, a menina, cansada, decidiu deitar-se um pouco e descançar. Já não dava pelo passar dos dias; o caminho estava tão escuro que, para ela, era sempre noite. Um dia, acordou com um clarão a bater-lhe nos olhos. Tapou os olhos com a mão, dando-lhes algum tempo para se habituarem novamente à luz do dia. Quando tal sucedeu, a menina levantou-se e, aproximando-se do muro, reparou numa brecha que se abrira no muro. Pensou se caberia naquela brecha. Primeiro, pensou que não e voltou a sentar-se. Depois, olhando o crescente raio de sol que por ali irradiava, decidiu tentar a sua sorte. E passou.
À sua frente estava um novo caminho, iluminado por um sol alegre e quente e ladeado por vários tipos de plantas e árvores. No entanto, a beleza e facilidade do caminho não durou muito. Pouco depois de ter começado a andar, confiante de que aquele caminho a levaria onde ela queria ir, deparou-se com a divisão do caminho em dois. E agora, qual escolher? Como que por magia, vindo de cima de uma frondosa árvore, um menino aterrou firmemente à sua frente. Não se identificou, e a menina também não fez questão de que ele o fizesse.
O menino disse-lhe "O caminho da esquerda não te levará onde queres ir, mas talvez te leve a algo melhor. Pode ser mais longo, mais é com certeza mais fácil. O caminho da direita levar-te-á onde desejas, mas é meu desejo avisar-te que está cheio de cobras, buracos, armadilhas e todo o tipo de perigos. Sinceramente, acho que esse não vale a pena. Talvez aquilo que tu queres não te queira a ti, e assim sendo não vale a pena sofreres com todos esses perigos para teres de voltar para trás." Dito isto, e tão depressa quanto apareceu, o menino desapareceu para dentro dos arbustos.
A menina ali ficou, sozinha, sem ninguém a quem pedir auxílio, tentado decidir por qual dos caminhos optar. "Costumo ir pelo mais fácil e não tenho ficado muito mal", pensou ela, "mas como sei se é verdade aquilo que o menino disse? Como sei se existirão mesmo perigos e todas aquelas coisas naquela estrada se não seguir por ela? Como sei que o que eu quero não me quer? É a única estrada que me leva onde quero ir...". A decisão tardava e tornava-se difícil. A sua insegurança não estava a ajudar muito no momento. E agora, o que fazer? Jogar pelo seguro ou seguir o desejo?
A menina decidiu seguir o desejo, só tinha de descobrir uma forma de matar as cobras, saltar os buracos e evitar as armadilhas.

Força

Respiro fundo
E lembro-me da força
Que guardo dentro do meu corpo
Espero que ela ouça.

Da Weasel - Força

É "Daqui à Lua em dois segundos", parte 2

Bem, esta é a sequela do meu primeiro blog decente. Dado que o Google ou outra qualquer entidade soberana decidiu bloquear-me a conta que eu utilizava para me armar em blogger, decidi criar um novo - sim, percebi que não vivo sem isto.

Para quem não conhece a parte 1 deste sítio, o endereço é http://luaemdoissegundos.blogspot.com/.

E agora, só os últimos post's para isto não ficar completamente perdido :)